quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Egoísmo Homo Jumento Sapiens

No começo és um vasto de compreensão.
Depois cansa, espanta.
Era uma devoção, um gesto de clamor.
Hoje é descrédito, egoísmo.
Um leão de chácara.
Um espantalho que se prostitue.
A mulher carpideira.
O bálsamo da insistência.
Dá a mão para decepar a outra.
Pois já não traz lembrança.
És um velho largado.
Bola de tecidos esquartejados.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Solidão

Todo mundo gosta de solidão.
A solidão veio para ficar.
Pois o homem nasce só, no útero.
Pode até ser gêmeo, mas ele é único.
Unicidade é sinônimo de solidão.
Um tempo para pensar, um tempo só.
Só sendo só para perceber que se evolui sozinho.
Sem depender dos outros.
Ser só faz parte do crescimento individual.
A solidão apaga os pensamentos idiotas.
Mata as bobagens.
Mata o jumento que está em todos os imbecis.

O Trabalho

O trabalho realmente desenobrece o homem.
Tanto sacrifício por uma sociedade satânica
De prazeres infernais
Caucada no exclusivimos material
Luxúria e difamação
Na verdade, todos deveríam ter o prazer de viver
sem trabalhar.
O trabalho não é isso.
Vivemos apenas uma escravidão moderna
Somos obrigados a fazer o que não queremos
Para termos o suado dinheiro
Que, uma vez usado, acaba
E tudo se repete.
Isso não é ter prazer.
O prazer enobrece o homem.
Faz o que tu queres
E a lei não te protegerá mais.

Querer Não é Poder

Por que valorizar uma pessoa sem antes conhecê-la?
É necessário amar antes para depois respeitar, admirar?
Por que existe a inveja na infância?
Por que erramos primeiro antes de acertar?
Nada é tão próximo do ser do que a sua vontade de não ser.
Por que as palavras são, de repente, tão descartáveis?
Por que exigir de alguém mais educação, se isso é dado a poucos?
O que vem de berço ou o que vem do suor?
O que há mais além do que já conhecemos?
Estamos cansados, exaustos de tanta repetição.
Quería que você não lembrasse do sacrifício tolo
Que é feito todos dias para se ter mais
Mais poder, mais acesso, mais conhecimento
Mais destruição
Querer não é poder, não pode ser

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Exclusivismo Social

Pense mal depois de fazer alguma coisa. Isso porque se você fez, é porque você não pensou ou pensou bem, no momento. O que importa é avaliar antes ou depois? Vai depender do fato em si, de sua gravidade. Na verdade, uma série de fatores que incidem sobre o fato.
O fato é exclusivismo. E é o social, pois os outros não interessam agora. Ser excluí faz péssimas feridas ao subconsciente, afetando até construções básicas e corretas sobre um elemento influenciador, capaz de dominar o indivíduo.

Mesmo sem perceber a ignorância dos seres. Por que tal forma de pensar é tão obcecada pelo desejeo de encontrar o que lhe importa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Status Social

Zombeteiramente, o instinto material assume o espaço
Sideralmente, mais..................mais dinheiro, mais instável
Um qualquer lhe mata pelas costas
Não é mais um qualquer
Insatisfação gera anomalias sinistras
O medo não existe mais
Saciar é a ordem absoluta
O inimigo idolatra o baditismo
Vender o corpo para comer
Ser comida e comer novamente
Fome sem fim
Carne que não sacia
Veneno estimulante da raiva

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Imparcialidade da Opinião

Assim que começo a escrever estas palavras, surge inconscientemente a preocupação de apresentar algo de conteúdo satisfatório para quem quiser ler isto. A expressão escrita se apresenta patética, fria, sem mídia alguma. São somente palavras. Mas existem pessoas que enxergam, nas entrelinhas, imagens, até objeções divinas e do apocalipse. Mas detesto religião.
Nada que trafegue ou tudo que permaneça na alma do ser humano é capaz de moldar sua existência. Como ler e conhecer, aprender, se envolver, e ser imparcial? É possível?

O capitalismo é realmente a besta profunda de todos os infernos celestiais. Não traz felicidade a quem não procura, e traz tristeza a quem detesta prazer.

sábado, 16 de maio de 2009

A Classificacao dos Homens

Como voce classificaria os homens, em geral, ou especificamente? Como classificaria a si mesmo? Que criterios adotaria para este fim? E qual o beneficio ou maleficio desta classificacao? Sendo assim, qual o embasamento teorico ou cientifico dessa classificacao?

Bom, vamos por partes. Desde os primordios da existencia consciente humana, a classificacao ou pre-julgamento superficial dos homens sobre os outros era algo realmente presente. O "pre-conceito" nao e uma palavra pejorativa, no seu sentido gramaticalmente correto. Trata do conceito formulado sobre algo ou alguem feito antes mesmo do tomar conhecimento de fato sobre o objeto. Pois bem, o "pre-conceito" e uma atividade subconsciente realizada a todo instante, cada ser humano possui o seu algoritmo computacional para tal procedimento altamente reutilizavel.

Portanto, a primeira pergunta pode ser respondida, IMHO, assim:

a) homens altamente capacitados intelectualmente e conscientes.
b) homens altamente incapacitados sob todo aspecto.
c) homens altamente capacitados intelectualmente e inconscientes.
d) homens capacitados intelectualmente e conscientes.
e) homens capacitados intelectualmente e incoscientes.
f) homens incapacitados sob todo aspecto.

Temos 3 conjuntos nesta classificacao, a, b e c, os outros 3 sao uma variacao destes. Tomando os homens em 'a' como sendo o conjunto A, em 'b' como sendo o conjunto B, e em 'c' como sendo o conjunto C, podemos realizar operacoes matematicas sobre a humanidade sob este aspecto particular de classificacao. Caso voce discorde dessa classificacao, podemos prolongar essa discussao posteriormente.

Pois bem, a nossa humanidade, o conjunto Universo pode ser especificado da seguinte forma:

U = A U B U C

Obviamente, os criterios adotados nessa classificacao sao a consciencia e a capacidade intelectual. Criterios nada exatos para se analisar um homem, mas assim o farei.

Na otica da consciencia, temos 2 conjuntos de homens, os conscientes e os inconscientes. Portanto, podemos especificar assim:

C = Conjunto dos homens conscientes
I = Conjunto dos homens inconscientes

Por definicao, um homem consciente e todo aquele que tem nocao dos seus atos. Ou seja, as suas acoes sao gravadas na consciencia, que o rege nos seus atos, subjugando a consciencia. O contrario disso sao os inconscientes, aqueles homens que sao regidos pela inconsciencia, como os loucos, os muito bebados, os doentes mentais e os drogados apos a perda de consciencia. Esse limite ainda e um segredo nao desvendado. Podemos representar isso da seguinte forma:

f(c) = lim Cn -> In, n -> LC

f(c) = funcao matematica da perda de consciencia, sendo o limite da tendencia do estado de consciencia para o estado da inconsciencia, onde n e o elemento que influencia a variacao de consciencia, tendendo para a inconsciencia. Caso n tenda para LC(Limite de Consciencia do homem), o estado de inconsciencia eh atingido. Alguns exemplos de n sao o alcool, drogras, doencas, sono.

Na otica da capacidade intelectual, temos 3 conjuntos de homens, os altamente capacitados, os incapacitados e os capacitados. Portanto, podemos especificar assim:

E = conjunto dos homens altamente capacitados intelectualmente
M = conjunto dos homens capacitados intelectualmente
B = conjunto dos homens incapacitados intelectualmente

Por definicao, os homens E sao os intelectuais que fazem uso constante do cerebro, partes esquerda e direita atraves do estudo e atividades estimulantes e saudaveis. Um homem E, apesar de ser E, pode se comportar em algumas ocasioes como um M ou B. Na verdade, cada homem possui capacidades em aspectos do conhecimento que variam de acordo com essa classificacao. Seria idiotice classificar em todos os sentidos um homem genericamente sempre sob esta otica. Essa classificacao varia com o tempo e com a area do conhecimento ou experiencia de vida. Portanto, um homem B pode ser em determinadas situacoes ou momentos um homem M ou E, tambem. A variacao e determinada, portanto por 2 elementos, a experiencia e conhecimento em cada situacao ou area, no tempo. Podemos representar assim:

f(n) = lim En -> Bn, n -> LR

f(n) - funcao matematica da perda de racionalidade, sendo o limite da tendencia do estado de racionalidade plena para o estado da burrice aguda, onde n e o elemento que varia o grau de inteligencia do homem, o tornando mais ou menos inteligente. Caso n tenda para LR(Limite de racionicio), o estado de burrice se instaura, e temos um ser burro.

Ora, todo homem e mutavel no tempo. Ja dizia Charles Chaplin, o homem nao e uma maquina, para manter seu estado de consciencia ou capacidade intelectual para todo o sempre. Durante sua vida, ou seja o tempo, isso varia. Logo, podemos imaginar um produto cartesiando baseado nos varios elementos que influenciam os 2 criterios de classificacao dos homens:

Considere as retas infinitas:
Y = varicacao da capacidade de inteligencia.
X = variacao da consciencia.
Z = variacao do tempo.

Trata-se portanto de um produto cartesiano em 3 dimensoes, onde todos os valores assumidos sao positivos. Z comeca no zero, sendo o momento exato da fecundacao hereditaria sexual entre os gametas. Nesse momento, Y tambem e zero, pois ainda nao existe cerebro, ou seja, capacidade intelectual. Bom, o estado de consciencia se mantem zerado ate depois do nascimento do homem, pois a consciencia passa a ser assumida apos o nascimento, talvez entre os 2 e 5 anos de idade. Portanto, ate o despertar da consciencia, temos valores NULOS para X, e Y aumentado progressivamente, desde a fecundacao.

Implementar a funcao matematica de classificacao dos homens aqui proposta e um grande desafio, mas muito interessante seria conjecturar como seria graficamente renderizado tal grafico com o decorrer do tempo para um determinado homem.



Quais as aplicacoes praticas dessa classificacao?
Este seria o assunto para um proximo POST. Ate mais.